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Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, após cerimônia de inauguração do Residencial Morada Nova do Programa Minha Casa Minha Vida - Petrolina/PE

Petrolina-PE, 24 de maio de 2019

 

 

Presidente: Até agora tudo bem. Até agora tudo bem. Pois não?

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Olha, é um direito dele. Ele tem até razão, e muito, se for uma reforminha e não tiver a reforma, a gente não precisa mais de ministro da Economia, porque o Brasil pode entrar num caos econômico. Ele vai ter que ir para a praia. Fazer o que em Brasília? O Brasil já está em dívidas, uma dívida monstruosa, dívida interna próxima de R$ 4 trilhões. Eu estou pedindo aqui uma suplementação de verbas de duzentos e poucos bilhões para tapar o rombo previsto para o corrente ano. Então, o Paulo Guedes tem razão, está dando o recado que eu tenho a fórmula para mudar o destino do Brasil e passa pela reforma-mãe, que é a Previdência.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Não, não é a primeira vez no Nordeste não. Em 77 já estive aqui, inclusive namorei uma menina rapidamente, de Machados, lá no interior. Lá é terra do que, lá? Criação de quê? Banana, bode, o que é, o que tem lá? Banana? Tem tudo? É, podia ser um fazendeiro bem sucedido hoje em dia.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Olha, o Brasil é igual, o Brasil é um povo só. O calor humano é igual em qualquer local. E eu sou muito bem recebido, graças a Deus, em qualquer local do Brasil, porque tenho a verdade, acima de tudo, e Deus no coração.

 

Jornalista: (inaudível) ...da manifestação de domingo?

 

Presidente: Não, olha só, eu não estou participando das manifestações. É uma manifestação espontânea. Tenho certeza que correrá dentro da normalidade, sem qualquer agressão a instituições ou a pessoas em si. Pelo que estou vendo é uma manifestação que tem uma pauta, uma pauta de alavancar o Brasil para o futuro.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Olha, não é a primeira vez. A semana retrasada já me reuni com eles. Anteontem me reuni com a bancada do Nordeste, lá na Presidência da República. Olha, alguns falavam em animosidade. Cadê o Paulo Câmara? Vem cá, Paulo, vem cá, me dá um abraço aqui, Paulo. Um abraço hétero. Até com o Flávio Dino, do PCdoB foi uma boa conversa, um bom bate-papo. Nós temos uma responsabilidade agora, independente da filiação político-partidária dele. A nossa é enorme: é trazer felicidade para o povo brasileiro e promover o progresso aqui.

 

Jornalista: Presidente, (...) derrota essa semana na Câmara. Há uma falha na situação política? (...) vai avaliar?

 

Presidente: Olha só, não é derrota. É a mesma coisa que um quartel, você muda o sargento de uma companhia para outra. A coisa do Coaf não é derrota, continua dentro do governo, sem problema nenhum.

 

Jornalista: No Senado pode voltar?

 

Presidente: O Senado vai fazer a sua parte. Se mexer, volta para a Câmara e pode caducar a Medida Provisória que, se eu não me engano, ela vence a semana que vem. Espero que o Senado não altere nada e suba para a sanção presidencial.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Transnordestina. Quer falar, Canuto? Vem cá. Fala quem sabe, aqui.

 

Ministro Gustavo Canuto: Transnordestina, rodovias, tudo isso está no Plano Regional do Desenvolvimento do Nordeste, que foi aprovado hoje. O financiamento disso tem que ser trabalhado. Transnordestina é uma obra emblemática, importantíssima. O governo federal já colocou no Programa de Parcerias de Investimentos, no PPI, está no radar do general Santos Cruz, está no radar do Palácio do Planalto.

          Então, tenho certeza que o Nordeste está sendo olhado com muito cuidado. Então, os programas já estão incluídos como prioritários, não só no Plano, no Plano Nacional de Segurança Hídrica está a transposição do São Francisco, na PPI está a transposição, estão as rodovias, estão as ferrovias. Então, é uma preocupação legítima, institucional, com todas as obras prioritárias aqui para a região.

 

Presidente: Nós precisamos também, em grande parte, aprovar a Previdência, porque daí teremos investimento interno e externo para essas obras.

 

Jornalista: (Inaudível)

 

Presidente: Eu já respondi. Foi uma reforma de japonês, ele vai embora, é isso? De reforma de japonês ele vai embora, isso que ele falou? Eu já respondi, pequenininho. Porque lá tudo é miniaturizado.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Não, Bolsa Família, a mudança é o décimo-terceiro, não é?

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Fala aí.

 

Ministro: Olha, o que foi publicado foi a reformulação. Começou um trabalho de alteração. Está lá bem claro na matéria que o MDR tem propostas que vão ser avaliadas com a Caixa Econômica, com o Ministério da Economia, com todo o setor. O que a gente identificou foi um diagnóstico, ao longo desses quatro primeiros meses, de algumas falhas que precisam ser corrigidas. Não é que vai deixar de entregar casa para a população. Alguns casos, o aluguel social, a locação social é mais apropriada, em outros, a transferência do imóvel. Foi isso que foi dito, mas ainda é uma proposta que está sendo discutida e vai passar pelo crivo da sociedade, da Caixa Econômica, do Ministério da Economia. Então, é uma lista para ficar claro que o governo fez um diagnóstico, está pensando no Programa, vai reformular, porque a gente precisa melhorar, precisa aperfeiçoar. Foram dez anos de execução do Programa, as coisas precisam mudar. Muitas coisas aconteceram nesse tempo e muito se identificou de falhas.

 

Jornalista: E novos investimentos no Minha Casa, Minha Vida?

 

Ministro: Olha, os investimentos, foi o que eu disse ali: já são 11,6 bilhões investidos em novas contratações. Então, aquela história que não tem mais contratação, que o Programa parou, isso não existe. O presidente fez um esforço, apesar de toda a questão fiscal, falamos com a Economia, o ministro Paulo Guedes liberou 800 milhões para garantir o pagamento das dívidas do ano passado, fazer com que o Programa fique todo regularizado até o final de junho. Então, é um compromisso muito sério com o Programa.  O que está acontecendo é uma revisão, porque é um novo governo. O novo governo precisa ver o que foi feito e melhorar. O presidente veio para isso

 

Presidente: E como o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família e etc. é muito importante, o presidente da Caixa, o Pedro, vai conversar com vocês aí. Deixa ele falar.

 

Presidente da Caixa: Posso falar? Não, tem três coisas que vão mudar. Primeiro, o Bolsa Família, o Minha Casa MInha Vida continua. Nós, na verdade, vamos fazer inaugurações periódicas. Isso é um compromisso do presidente da República. Outra coisa muito importante é uma revolução no crédito imobiliário no Brasil. Nós vamos lançar um novo indicador, que é o índice de IPCA de inflação, isso por si só vai lançar mais de R$ 300 bilhões de investimento ao longo dos próximos anos. E tem um terceiro ponto, que a Caixa, como a gente falou, vai fazer uma negociação com 3 milhões de devedores. Então, dentro desse plano do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, a gente tem um incentivo muito grande à economia. Em relação à parte local, a Caixa está lançando uma linha de R$ 500 milhões, focado em toda essa região, que tem também aqui e tem todo o Vale do São Francisco. Então, essa também é importante.

 

Presidente: Pessoal, muito obrigado aí, já estou com saudades, está certo? Um abraço nos homens, um beijo nas mulheres e no barbudo nada, está ok? Olha, pessoal, muito obrigado aí.